domingo, 8 de março de 2009

Sunscream

Um vídeo meio antigo. Mas com certeza um dos melhores que eu já assisti!

Uma noite bem dormida!

Solidão gostosa, visceral, incansável, permissiva, impune, carinhosa, impulsiva, angustiante... Cobre-lhe com seu abraço afável, porém fugaz. Uma inquietude a acompanha como querendo atenção. Desejando um carinho que sentiu outra noite. Um carinho puro, infantil, simples, quase que sem querer. Mas que abalou tudo... Mudou tudo... Abriu as cortinas e deixou a luz do sol entrar, e um aroma de jasmim se fez sentir outra noite quando a lembrança voltou. A caminho da banca de jornal para comprar um cigarro.
Nada demais aconteceu. Nada que os olhos alheios e curiosos pudessem enxergar. Mas aconteceu. O inesperado aconteceu. Uma ligação foi feita. Amenidades foram ditas. E o convite foi feito. Dormiu como uma criança... E acordou mais criança ainda. Andou na chuva. Deixou-se molhar pelas gotas matutinas que caiam. Não se importou nem um pouco com as pessoas apressadas, as buzinas e o transito eufórico que se formava naquela manhã. Aquela manhã... Cinza, cheirosa, preguiçosa. E o caminho se fez até sua casa. Ele prestou atenção em cada detalhe, como uma criança que via o mundo pela primeira vez. Saboreando cada cor, cada forma, cada cheiro tão banal e tão comum que lhe era apresentado todo santo dia. Mas de que alguma forma se mostrava inteiramente novo, formidável.
Porém, poucos dias depois a solidão gostosa, visceral, incansável, permissiva, impune, carinhosa, impulsiva, angustiante se instalou em seus olhos mais uma vez. Ficou esperando a ligação, as amenidades, o convite... Mas nada aconteceu... Então ele fecha os olhos e lembra da voz, do cheiro, do gosto dela...
E a cortina se abre de novo deixando o sol entrar...

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Folia do Bobo Da Corte


Hoje começa a maior expressão da cultura brasileira: o Carnaval. Festa das mais variadas vertentes, com força maior no Nordeste, apesar da mídia tentar empurrar o Rio goela abaixo. Não que lá não seja uma expressão cultural, mas a forma como ela é manejada a algum tempo é que não encanta mais, sempre servindo a interesses comerciais. Coisa que numa parte de Salvador também aconteçe, salvando-se os Ylê Ayê e Filhos de Gandhi da vida. Mas, enfim, quero me reportar a Olinda, senhora da maestria carnavalesca de atributos populares de extrema grandeza, que faz o folião sertir-se numa democracia carnavalesca. E do alto de suas sacadas imperiais, eis que surge o Bobo da Corte (como assim gosta de se pronunciar) Alceu Paiva Valença.

Advindo de São Bento da Una, ele tomou Olinda como palco dos seus suspiros e bemdizeres. Comandante maior da folia democraticamente pernambucana, num me "Chejo Já" da Alegria, fazendo da festa um "Bom demais".

Lançando do alto o tom maior de um verdadeiro trovador, um autêntico "Papagaio do Futuro". E assim deixo aqui disponível o albúm Estação da Luz, lançado de 1985, num trabalho extremamente enraizado pelo frevo e maracatu rural de Pernambuco. Boa folia senhoras e senhores papagaios!!

Germano Gomes

Revisão de texto: Gustavo Vieira

Download Aqui

http://www.4shared.com/file/88612895/5f7bcbff/Alceu_Valen_a_-_1985_-_Esta__o_Da_Luz_wwwrsmp3com_.html?dirPwdVerified=6fdf8f5e

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Quero uma para mim!!!! =D

Aviso

"Aviso: Se você está lendo isso, então isto é para você. Cada segundo perdido lendo este texto inútil é outro segundo a menos da sua vida. Você não tem outras coisas para fazer? A sua vida é tão vazia que você honestamente não consegue pensar numa maneira melhor de vive-la? Ou você fica tão impressionado com a autoridade daqueles que a exercem sobre você? Você lê tudo o que deveria ler? Você pensa tudo o que deveria pensar? Compra tudo o que lhe dizem pra comprar? Saia do seu apartamento. Encontre alguém do sexo oposto. Pare de comprar tanto e se masturbar tanto. Peça demissão. Comece a brigar. Prove que está vivo. Se você não fizer valer pelo seu lado humano você se tornará apenas mais um numero. Você foi avisado."

O beijo

Um beijo doce foi dado. Um beijo já esperado por algum tempo. Voraz, guloso, carinhoso, sedento, faminto... Daqueles que faz você esquecer onde está por alguns segundos. Ingressar em um mundo interno, só seu. O beijo acaba. Aí vem uma sensação de emergir. Como a do corpo que a poucos segundos se afogava, com os pulmões sedentos por ar. A necessidade natural de respirar. Olha para os lados, tentando se achar. O cérebro tenta assimilar o que aconteceu, mas logo desiste. Por que entende que pouco importa. O que importa é o que o gosto ficou. E o desejo de mais continua...