Eu vejo o futuro, aliás, suponho. Suponho que minha vida em breve mudará, seja ao virar uma esquina, seja sentada no sofá assistindo um programa qualquer de domingo. Irei contar o conto do meu cotidiano para dezenas de amigos. Viverei o grande amor que toda mulher há de viver, seja amando quem amo, seja amando quem irei amar. Terei sábados de farra, e dias seguintes de ressaca, moral ou física. Não suportarei mais cigarros. Escutarei músicas diferentes das que escuto, sem abandonra minhas raízes. Darei um beijo na minha mãe, e outro no meu pai. Casarei. Irei pensar em me separar. Ficarei cansada de tanto trabalho. Terei preguiça do meu trabalho. Acordarei de ressaca. Irei amar mais as minhas amigas, mas uma irá me abandonar. Conhecerei outros amigos. Os amarei, sem abandonar minhas amizades raízes. Pintarei o cabelo de outras cores. Irei rir. Irei sofrer. Por amor, por raiva, por amor, de novo. Acordarei com torcicolo. Mudarei de emprego. Lerei um livro interessante. Assistirei um filme interessante. Também um filme sobre um livro interessante. Terei medo. Serei corajosa. Falarei pelos cotovelos em dias de alegria. Ficarei calada em dias de tristezas. Viverei. Viverei. Viverei. Morrerei.
domingo, 3 de maio de 2009
quinta-feira, 30 de abril de 2009
Sentimentos...
Eu sinto falta da raiva. Eu sinto falta dos gritos. Eu sinto falta da discussão. Eu sinto falta da lágrima que descia dos olhos após a briga. Eu sinto falta da saudade. Eu sinto falta da frustração de não ser escutado por alguém. Eu sinto falta da melancolia. Eu sinto falta de ficar ansioso quando o telefone não atende. Eu sinto falta de dormir tarde preocupado por alguém. Eu sinto falta de me preocupar com alguém... Eu sinto falta de sentir. É melhor ter raiva, gritar, discutir, chorar, sentir falta, frustração, melancolia, ansiedade, sono, preocupação, do que não sentir nada, do que viver um eterno topor que consome a cada dia, tarde e noite. Pois nos fins das contas, toda essa lista de coisa odiadas pela maioria, são recompensadas pelos seus antônimos, seus complementos, seus companheiros... Eu sinto falta de ter um antônimo, um complemento, uma companheira... Eu sinto falta de estar vivo...
domingo, 26 de abril de 2009
No fim tu hás de ver que as coisas mais leves são as únicas que o vento não conseguiu levar: um estribilho antigo
um carinho no momento preciso
o folhear de um livro de poemas
o cheiro que tinha um dia o próprio vento...
Mário Quintana
um carinho no momento preciso
o folhear de um livro de poemas
o cheiro que tinha um dia o próprio vento...
Mário Quintana
quinta-feira, 16 de abril de 2009
Sentenças estúpidas em um inesperado desabafo
Quis viver algo que não me pertencia, e agora sofro com o desejo. Quis experimentar outras rotinas, outras causas, para ver se os efeitos mudavam. Qual a conclusão? A simples máxima de que cada um tem somente aquilo que pode ter, não aquilo que quer. Tentei ver várias coisas dos mais variados ângulos possíveis, mas sempre volto a estaca zero. Sempre me encontro na mesma idiossincrasia tola. Não posso, porém, dizer que não sabia, pois no fundo sempre soube. Sempre soube que esse mundo não é para mim. Sempre sobre que casualidades inocentes são meramente ilusões tortas do que quero ver, ouvir, sentir ou acreditar. Sou um sonâmbulo estúpido com um muro em minha frente e sonhando a maior cena de amor já contada. Sou estúpido... Fui estúpido... Por acreditar... Por querer sentir algo que nunca me pertenceu. Agora o que me restou? A tarefa de colher o desalento que plantei para eu mesmo. Não adianta mais apelar para a incompreensão, ou para difamação. A situação está aqui à minha frente. Não adianta não gostar, não adianta não sofrer. Não adianta fazer nada. Sou meramente o joguete das situações tolas e estúpidas que criei para eu mesmo...
domingo, 12 de abril de 2009

Eu vejo aqui as pessoas mais fortes e inteligentes.
Vejo todo esse potencial desperdiçado.
A propaganda põe a gente pra correr atrás de carros e roupas.
Trabalhar em empregos que odiamos para comprar merdas inúteis.
Somos uma geração sem peso na história.
Sem propósito ou lugar. Nós não temos uma Guerra Mundial.
Nós não temos uma Grande Depressão. Nossa Guerra é a espiritual.
Nossa Depressão, são nossas vidas.
Fomos criados através da tv para acreditar que um dia seriamos milionários, estrelas do cinema ou astros do rock.
Mas não somos. Aos poucos tomamos consciência do fato.
E estamos muito, muito putos.
Você não é o seu emprego.
Nem quanto ganha ou quanto dinheiro tem no banco.
Nem o carro que dirige.
Nem o que tem dentro da sua carteira.
Nem a porra do uniforme que veste.
Você é a merda ambulante do Mundo que faz tudo pra chamar a atenção.
Nós não somos especiais.
Nós não somos uma beleza única.
Nós somos da mesma matéria orgânica podre, como todo mundo.
Tyler Durden
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